quinta-feira, maio 28, 2026
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Caso seja presidente, Caiado diz que impeachment de ministros do STF pode ocorrer

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que um eventual governo sob seu comando poderá lidar com discussões relacionadas ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita na última segunda-feira (25), durante participação em um encontro de presidenciáveis promovido pela Amcham Brasil.

Ao abordar o tema, Caiado disse acreditar que o país atravessa um momento de tensão institucional envolvendo o Judiciário e afirmou que o próprio STF deveria tomar medidas internas diante das denúncias que atingem integrantes da Corte. Segundo ele, a ausência de providências pode ampliar a pressão política sobre o tribunal nos próximos anos.

O ex-governador de Goiás citou investigações e suspeitas relacionadas ao Banco Master, mencionando movimentações financeiras ligadas a familiares de ministros do Supremo. Entre os casos mencionados estão operações envolvendo pessoas próximas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Durante o evento, Caiado afirmou que integrantes de instituições públicas citados em denúncias deveriam se afastar temporariamente dos cargos até a conclusão das apurações. Na avaliação dele, esse tipo de medida ajudaria a preservar a credibilidade do Supremo e evitar questionamentos sobre a imparcialidade da Corte em decisões consideradas sensíveis.

Ao comentar o atual cenário político, Ronaldo Caiado avaliou que o STF enfrenta um processo de desgaste institucional e defendeu que o tribunal demonstre capacidade de solucionar internamente situações que possam comprometer sua imagem perante a população.

O pré-candidato também comparou o funcionamento do Judiciário às regras de conduta adotadas na iniciativa privada. Segundo ele, critérios éticos exigidos em empresas deveriam igualmente ser observados por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-governador ressaltou ainda que um eventual processo de impeachment de ministros não depende do Poder Executivo, já que esse tipo de procedimento é conduzido exclusivamente pelo Senado Federal. Mesmo assim, ele avaliou que a discussão poderia dominar o cenário político nacional caso novas crises envolvendo a Corte surjam nos próximos anos.

Durante sua participação no encontro, o ex-governador afirmou que um ambiente de sucessivos pedidos de afastamento de ministros poderia aprofundar ainda mais os conflitos institucionais em Brasília. Para ele, a continuidade desse cenário acabaria deslocando o foco dos debates sobre temas econômicos e administrativos considerados prioritários para o país.

Aline Drumond – Diário da Manhã
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