Ao defender que a eleição presidencial de 2026 seja decidida pela capacidade de gestão e pela autoridade moral dos candidatos, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que nenhum postulante ao Palácio do Planalto deveria recorrer à presunção de inocência para governar o país. Sem citar adversários, o pré-candidato também declarou que jamais contestará o resultado das urnas e sustentou que a população deve avaliar os concorrentes a partir de indicadores concretos em áreas como segurança pública, educação, saúde e combate à pobreza.
A declaração ocorre em meio ao debate nacional envolvendo lideranças da direita e foi interpretada por integrantes do setor político como um recado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro.
“Nenhum candidato deve recorrer à presunção de inocência para poder governar o país”, afirmou.
Ao longo do discurso, Caiado sustentou que governar exige autoridade moral para dialogar com os demais Poderes e construir consensos em torno de projetos nacionais. Segundo ele, foi essa postura que permitiu a recuperação administrativa de Goiás.
“Para governar é preciso autoridade moral. Autoridade moral para chamar os presidentes dos Poderes, sentar à mesa e dialogar. Foi assim que eu fiz”, declarou.
O ex-governador também disse que a eleição de 2026 representará um divisor de águas para o Brasil. Segundo ele, o país enfrenta um cenário de insegurança jurídica, dificuldades econômicas e descrédito institucional que precisa ser superado.
“O Brasil vive um grande divisor de águas. Nós temos uma desordem institucional completa, uma insegurança jurídica total e dificuldades que atingem diretamente quem produz e gera empregos”, afirmou.
Em outro momento, Caiado fez uma defesa enfática do sistema democrático e prometeu respeitar qualquer resultado das urnas.
“Eu respeitarei e jamais contestarei resultado de urna. Jamais contestarei. Se eu perder, tudo bem. Vamos para a próxima eleição”, declarou.
O ex-governador afirmou ainda que a disputa presidencial deve ser baseada em resultados concretos de gestão. Para ele, os eleitores precisam avaliar indicadores objetivos antes de escolher o próximo presidente.
“O governante tem que responder quais são seus indicadores de segurança pública, quais são seus indicadores na educação, na saúde interiorizada, no combate à pobreza e na geração de oportunidades”, afirmou.
Ao citar a experiência em Goiás, Caiado destacou avanços nas áreas de segurança, educação e saúde. Embora não tenha apresentado números específicos durante o discurso, afirmou que os resultados obtidos ao longo de sua gestão servem como credenciais para uma eventual candidatura presidencial.
Segundo ele, a política nacional precisa abandonar a lógica da polarização permanente e voltar a construir pontes de diálogo. Caiado defendeu um ambiente de pacificação institucional e disse que o Brasil necessita recuperar a capacidade de formular políticas de longo prazo.
“O brasileiro é um povo trabalhador. O que precisamos construir é a pacificação e a governabilidade para que o país volte a crescer”, afirmou.
O ex-governador também criticou a falta de continuidade de projetos nacionais e disse que o país abandonou políticas estruturantes capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico. Para ele, o próximo governo precisará recuperar o equilíbrio fiscal sem abrir mão de programas sociais e investimentos estratégicos.
“Precisamos resgatar políticas estruturantes, equilíbrio fiscal e continuidade de projetos que tenham perspectiva de apoio social”, declarou.
Ao encerrar a participação, Caiado voltou a defender que a eleição presidencial seja decidida pela capacidade dos candidatos de apresentar resultados concretos e pela autoridade moral para liderar o país.
“É isso que o eleitor vai cobrar. Não apenas discursos, mas resultados efetivos e capacidade de governar o Brasil”, afirmou.
Jornal Opção
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

