Luiz Carlos Bordoni
Especial para o Jornal Opção
O programa Pra Ter Onde Morar — Aluguel Social, do governo de Goiás, vai beneficiar pela primeira vez 500 famílias de Catalão com auxílio mensal de R$ 350 para pagamento de aluguel. O benefício será concedido por 18 meses a moradores em situação de vulnerabilidade social.
As inscrições começaram em 11 de agosto e seguem abertas até 11 de setembro. Os interessados devem se inscrever pelo site www.aluguelsocial.agehab.go.gov.br, pelo aplicativo Aluguel Social ou presencialmente na Secretaria Municipal de Promoção e Ação Social, onde há atendimento para orientar e auxiliar no processo.
Para participar, é necessário apresentar a documentação exigida e atender aos critérios do edital: estar inscrito no CadÚnico, não possuir imóvel próprio, ter renda familiar per capita de até meio salário-mínimo e comprovar situação de vulnerabilidade.
Mais informações e o edital completo estão disponíveis no site da Agehab ou diretamente na Secretaria de Promoção e Ação Social. O valor será pago mensalmente às famílias selecionadas, garantindo alívio nas despesas e mais segurança habitacional.
É a primeira vez que tantas famílias do município poderão receber o benefício de forma simultânea, ampliando o alcance da política pública e levando mais segurança habitacional a quem mais precisa.
Para a secretária municipal de Promoção e Ação Social, Neusa Rios, o impacto dessa edição é marcante: “É um momento histórico para nossa cidade. Serão contempladas 500 famílias e só temos a agradecer a parceria com o governo estadual. É isso que buscamos: fazer sempre mais pelas famílias catalanas”.
Neusa Rios ressaltou que, “com o início desta nova etapa do Aluguel Social, Catalão dá mais um passo para que o direito de morar com dignidade deixe de ser um sonho distante e se torne realidade concreta para centenas de famílias. A ação, construída com a união de esforços entre município e estado, mostra que, quando as oportunidades chegam, a vida de uma cidade inteira pode ganhar novos rumos”.
Quando os Estados Unidos decidiram impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, a medida foi anunciada como uma forma de pressionar o país sul-americano. Porém, o que parecia ser uma estratégia de força econômica acabou se transformando em um verdadeiro “tiro no pé”.
Os números não deixam dúvidas. Nos últimos trinta dias, o real se destacou como a moeda com melhor desempenho entre as principais divisas globais, valorizando-se significativamente frente ao dólar.
Em vez de enfraquecer a economia brasileira, o chamado “tarifaço” estimulou a entrada de investimentos estrangeiros, elevou a demanda por exportações e fortaleceu a percepção de estabilidade promovida pelo Banco Central.
Sob o ponto de vista econômico, os EUA tentaram encarecer produtos brasileiros no exterior e, paradoxalmente, contribuíram para fortalecer a própria moeda brasileira, tornando o real mais competitivo e diminuindo o custo de importações.
A tentativa de pressão comercial, portanto, acabou beneficiando justamente quem se pretendia punir. Politicamente, o impacto também não é menor. A extrema direita brasileira, que apoiou a medida como forma de pressionar o governo brasileiro, viu suas previsões e intenções fracassarem.
A política de tarifas, que deveria mostrar força e assertividade, acabou evidenciando uma estratégia equivocada e contraproducente. Para se ter uma ideia, quando Eduardo Bolsonaro se licenciou da Câmara e se mudou para os EUA, seu pai Jair Bolsonaro sequer usava tornozeleira. Hoje está em prisão domiciliar.
O episódio reforça uma lição. Barreiras e sanções comerciais nem sempre produzem o efeito desejado. E quando políticas públicas são motivadas por agendas políticas radicais, os riscos de que o “tiro saia pela culatra” se multiplicam.
O Brasil, por sua vez, saiu fortalecido. A valorização do real não é apenas um número positivo no gráfico cambial, mas também um alerta de que, em um mundo globalizado, tentativas de intimidação econômica podem facilmente se voltar contra quem as promove.
Foto: SECOM Prefeitura de Catalão
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