O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou visitas de governadores, parlamentares e outros aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar há 102 dias no âmbito do inquérito que apura tentativa de golpe de Estado e ataques às instituições.
Ao todo, serão treze visitas entre o dia 24 de novembro e 13 de dezembro no condomínio onde o ex-presidente mora, em Brasília. No dia 26, Bolsonaro vai receber o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cuja visita ele tinha pedido a Moraes “preferencialmente na data mais breve possível, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante”.
Bolsonaro também vai se reunir com os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), no dia 9 de dezembro, e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no dia 10. Antes, no dia 1º, terá a visita do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator do projeto de lei Antifacção, tema de impasses entre o governo federal e o Congresso Nacional.
Também foram autorizadas visitas dos deputados Evair de Melo (PP-ES), José Medeiros (PL-MT) e Ubiratan Sanderson (PL-RS), além do ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, do ex-deputado mineiro Odelmo Leão (PP), do padre Cleidimar Moreira e do pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão de Alexandre de Moraes, após descumprir proibições impostas pelo magistrado. O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão e três meses por liderar a tentativa de golpe de Estado e ataques às instituições.
Nesta sexta-feira (14/11), a Primeira Turma do STF deve concluir o julgamento que negou os recursos do ex-presidente e outros seis condenados. O próximo passo é a declaração de trânsito em julgado, última etapa antes do cumprimento formal das condenações.
Além das autorizações para as visitas, seguem as mesmas restrições. Moraes determinou que a Polícia Pena do Distrito Federal realize vistorias nos veículos que entrarem e saírem da residência do ex-presidente, em Brasília, como forma de controle e segurança. A medida também proíbe qualquer tentativa de comunicação política, coletiva ou virtual durante as visitas.
O Tempo

